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Hymne du Ceará

Terra do sol, do amor, terra da luz !
Soa o clarim que a tua glória conta !
Terra, o teu nome a fama aos céus remonta
Em clarão que seduz !
- Nome que brilha - esplêndido luzeiro
Nos fulvos braços de ouro do cruzeiro!

Mudem-se em flor as pedras dos caminhos !
Chuvas de pratas rolem das estrelas...
E despertando, deslumbrada ao vê-las,
Ressoe a voz dos ninhos...
Há de florar nas rosas e nos cravos
Rubros o sangue ardente dos escravos

Seja o teu verbo a voz do coração,
- Verbo de paz e amor do Sul ao Norte !
Ruja teu peito em luta contra a morte,
Acordando a amplidão
Peito que deu alívio a quem sofria
E foi o sol iluminando o dia !

Tua jangada afoita enfune o pano !
Vento feliz conduza a vela ousada
Que importa que teu barco seja um nada,
Na vastidão do oceano
Se à proa vão heróis e marinheiros
E vão no peito corações guerreiros ?

Se, nós te amamos, em aventuras e mágoas !
Porque esse chão que embebe a água dos rios
Há de florar em messes, nos estios
E bosques, pelas águas !
Selvas e rios, serras e florestas
Brotem do solo em rumorosas festas !

Abra-se ao vento o teu pendão natal
Sobre as revoltas águas dos teus mares !
E desfraldando diga aos céus e aos mares
A vitória imortal !
Que foi de sangue, em guerras leais e francas

E foi na paz, da cor das hóstias brancas !

Paroles : Thomaz Lopes. Musique : Alberto Nepomuceno

 

Hymne de Fortaleza

Junto à sombra dos muros do forte
A pequena semente nasceu
Em redor, para a glória do Norte,
A cidade sorrindo cresceu
No esplendor da manhã cristalina,
Tens as bênções dos céus que são teus
E das ondas que o sol ilumina
As jangadas te dizem adeus.

Refrain :
Fortaleza! Fortaleza!
Irmã do Sol e do mar,
Fortaleza! Fortaleza!
Sempre havemos de te amar
Refrain :
O emplumado e virente coqueiro
Da alva luz do mar colhe a flor
A Iracema lembrando o guerreiro,
De sua alma de virgem senhor
Canta o mar nas areias ardentes
Dos teus bravos eternas canções :
Jangadeiros, cablocos valentes,
Dos escravos partindo os grilhões.

Refrain :

Ao calor do teu sol ofuscante,
Os meninos se tornam viris,
A velhice se mostra pujante,
As mulheres formosas, gentis.
Nesta terra de luz e de vida
De estiagem por vezes hostil,
Pela Mãe de Jesus protegida,
Fortaleza és a Flor do Brasil.

Refrain :

Onde quer que teus filhos estejam,

Na nobreza ou ri

Paroles: Gustavo Barroso ; musique : Antonio Gondim - 16 novembre 1957, lors de la commémoration du centenaire du roman "O Guarani", de José de Alencar.

 

Hymne de... Aquiceará!

Hymne Aquiceará
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