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Séculos XV-XVI
O descobrimento do Brasil A expedição dava prosseguimento às navegações portuguesas, cuja intenção era disseminar a pregação da religião cristã por meio de missionários franciscanos. A missão da frota de Cabral reafirmava os dois sentidos orientadores da aventura das navegações portuguesas: o mercantil e o religioso. Em 1532, o rei de Portugal anuncia o povoamento do Brasil por meio da criação das capitanias hereditárias. Esse sistema já havia sido utilizado com êxito nas possessões portuguesas das ilhas do Atlântico (Madeira, Cabo Verde, São Tomé e Açores). O Brasil foi dividido em 14 capitanias hereditárias, 15 lotes e 12 donatários. Colonização Entre os donatários não figuravam nomes da alta nobreza ou do grande comércio de Portugal. Somente a pequena nobreza, cuja fortuna se devia ao Oriente, que aqui aportou, arriscando seus recursos. Traziam nas mãos dois documentos reais: a carta de doação e os forais. No primeiro, o rei declarava a doação e tudo que implicava. O segundo era uma espécie de código tributário que estabelecia os impostos. Nesses dois documentos, o rei praticamente abria mão de sua soberania e conferia aos donatários poderes amplíssimos. Aos donatários cabia a responsabilidade de povoar e desenvolver a terra à própria custa. O regime de capitanias hereditárias transferia a tarefa de colonizar o Brasil. Entretanto, devido ao tamanho da obrigação e à falta de recursos, a maioria fracassou. No final, das catorze capitanias, apenas Pernambuco teve êxito, além do sucesso temporário de São Vicente. Quanto às demais capitanias, malograram e alguns dos donatários não só perderam seus bens como também a própria vida. |
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Expedição chefiada por Pedro Álvares Cabral, com dez naus, três caravelas e 1.500 homens a bordo, chegou no litoral da Bahia, avistou um monte e o chamou de Monte Pascoal. No dia seguinte, a expedição aportou na Baia Cabrália, lugar em que foi celebrada a primeira missa no território descoberto, que foi chamado de "Terra de Vera Cruz". O território era habitado por 8 milhões de indígenas. Um relato sobre a terra encontrada é enviado ao Rei de Portugal, a Carta de Pero Vaz de Caminha. No local, conhecido hoje como Porto Seguro, permanece o Marco do Descobrimento, levado pelos navegantes portugueses em 1503. |
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Portugal fez uma espécie de ocupação móvel do território, onde os portugueses percorreram a costa brasileira para defender a posse da terra e, eventualmente, fundaram modestas feitorias, entrepostos de troca do pau brasil – madeira para tinturaria bastante citada nos mercados europeus. Os indígenas forneceram a mão-de-obra para derrubar, descascar, atorar, transportar os troncos, que eram armazenados nas três feitorias fundadas, aguardando as naus que os levaria à Holanda. |
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Portugal e Espanha dividiram entre si os territórios conquistados pelo Tratado de Tordesilhas (1494), mas os franceses não aceitaram a validade jurídica do mesmo e ocuparam vários pontos do litoral brasileiro. Em resposta, a Coroa Portuguesa fez sua primeira tentativa para colonizar o Brasil; utilizando sua longa experiência na África e em Portugal, na Reconquista, implantou as Capitanias Hereditárias, dividindo o território em quinze faixas horizontais de terra, com cerca de 350 km de largura, que se iniciavam no litoral e terminavam no interior, na linha imaginária do Tratado. |
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Fracassado o projeto das Capitanias Hereditárias, a Coroa Portuguesa faz a segunda tentativa para controlar o território, cria o I Governo Geral, nomeando Tomé de Souza para primeiro governador geral. |
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Os conflitos entre portugueses e indígenas foram uma constante desde o início da colonização. Tomé de Souza se aliou aos tupís e declarou guerra às outras etnias, escravizando os vencidos. Os jesuítas que desembarcaram com Tomé de Souza foram os únicos protetores dos índios; impediram a escravidão, mas a aplicação de uma moral rígida e militar, desrespeitou as tradições e a cultura indígena. |
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Duarte da Costa, segundo governador geral, consolida o projeto de colonização, introduzindo a produção do açúcar. |
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Mem de Sá, terceiro governador-geral, inicia a expulsão dos franceses, que tinham ocupado o Maranhão e o Rio de Janeiro. |
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As dificuldades para administrar o território, devido à distância entre o nordeste e o sul da Colônia, descentralizou os centros de controle, que passaram a ser realizados em duas cidades: Salvador e Rio de Janeiro. |
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Século XVII
A descoberta do ouro Para consolidar a independência e minimizar as dificuldades políticas, o novo rei, firmou alianças, concluiu tréguas e assinou tratados com outros soberanos europeus. Outras questões afligiam o novo governo do Reino português, como a precariedade da esquadra, que se fazia necessária à manutenção do império colonial. Sem seus navios a situação de Portugal complicava-se, pois era um império marítimo. Para agravar a situação, em 1640, as partes mais importantes do antigo domínio colonial português estavam ocupadas pelos holandeses. Restavam alguns pontos na África, que forneciam escravos, e a parte meridional do Brasil, já que a área mais lucrativa era a região açucareira, permanecia controlada pela Holanda. No final do Século XVII a crise prosseguia. Os holandeses monopolizavam a venda do açúcar na Europa, preferindo o produzido por suas colônias, em prejuízo daquele produzido pela Colônia portuguesa na América, com grande perda para o tesouro real. |
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A anexação da Coroa portuguesa à espanhola, também conhecida como União Ibérica, trouxe grandes prejuízos para o Brasil; a Holanda, antiga aliada dos portugueses, se transformou em inimiga, atacando e ocupando grandes faixas do litoral brasileiro, onde construíram fortes e fundaram cidades como a Cidade Maurícia (Recife). |
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A expulsão dos franceses na costa norte permitiu que a região iniciasse um desenvolvimento econômico autônomo; o controle de seu litoral foi garantido com (re)fundação da cidade de São Luiz do Maranhão (1612) e a fundação de Belém do Pará (1616). |
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Os holandeses fundam a Companhia das Índias Ocidentais, com objetivos militares e comerciais, que promoveu ataques e ocupações nas colônias portuguesas e, principalmente, no Brasil. |
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Os portugueses iniciam uma guerra contra os holandeses, que termina na expulsão destes últimos. Retomaram Recife nas Batalhas dos Guararapes e reduziram a presença dos holandeses a alguns fortes no litoral do nordeste. |
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Início da corrida e da ocupação da região das Minas Gerais em busca do ouro. |
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Século XVIII
Renascimento Agrícola Criou-se na Europa uma demanda intensa por produtos agrícolas para alimentar a população em crescimento. Por outro lado, a Revolução Industrial, que teve início no setor têxtil do algodão, ampliou consideravelmente a procura por essa matéria-prima. As pressões das circunstâncias levaram a Inglaterra a se voltar para outros mercados, favorecendo então o Brasil, que intensificou a produção algodoeira. A produção açucareira retomou, por seu turno, um ritmo acelerado de expansão, também na segunda metade do Século XVIII, em virtude da Revolução Francesa (1789 - 1799), que estimulou as rebeliões coloniais antilhanas de dominação francesa, desorganizando a produção açucareira e favorecendo a exportação brasileira. É importante considerar que a desagregação do mundo colonial ocorreu em função de um conjunto maior de fatores, que englobaram desde as transformações no sistema capitalista, de modo mais amplo, até a crise do poder absoluto dos reis, a difusão das idéias ilustradas, o período pombalino e as revoltas e sedições que ocorreram no Brasil no final do Século XVIII, nas quais se questionaram a condição colonial e a sujeição em relação à metrópole. Assim, no Brasil, corriam idéias separatistas e republicanas – a exemplo das que fundamentaram a Inconfidência Mineira e a Revolta dos Alfaiates na Bahia, em 1798. |
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A Guerra dos Emboabas foi um conflito dos paulistas e dos índios, liderados por Borba Gato, contra uma coligação de portugueses e de baianos (os emboabas), e que saíram vitoriosos na posse do ouro das Minas Gerais. |
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A Coroa reforçou o controle na zona de mineração com a separação das capitanias de São Paulo e Minas Gerais e a construção, no ano seguinte, da primeira estrada que uniu essa zona ao Rio de Janeiro. |
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A Guerra dos Mascates foi um conflito que envolveu portugueses e índios (os mazombos), contra os comerciantes, chamados de mascates. |
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Os paulistas, expulsos das Minas Gerais, após a derrota na Guerra dos Emboabas, se adentraram pelo sertão de Goiás e Mato Grosso onde encontraram ouro. |
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Foram criadas as capitanias de Goiás e Mato Grosso. |
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Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Madri para solucionar os conflitos nas "fronteiras de guerra" com o Mundo Hispânico; pelo tratado, a Coroa portuguesa entregou à espanhola as terras da margem ocidental do Rio da Prata e recebeu da Espanha a região Amazônica, Mato Grosso, Goiás e Rio Grande do Sul. |
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O Marques de Pombal, obedecendo as diretrizes do iluminismo ilustrado, promoveu uma reestruturação administrativa na Colônia, visando a centralização do poder. Suas estratégias foram: a) finalizar a incorporação das capitanias à Coroa; b) promover uma ambiciosa política de urbanização e de controle das fronteiras que atingisse todo o território; c) transferir a capital de Salvador para o Rio de Janeiro (1762), e dotar a cidade de melhorias urbanas e novas edificações públicas similares às de Buenos Aires e das cidades européias; d) elevar a Colônia à condição de Vice-Reino; e) estimular a diversificação da agricultura e o desenvolvimento da incipiente indústria colonial. |
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D. Maria, rainha de Portugal, afastou Pombal e emitiu um alvará proibindo qualquer tipo de indústria no Brasil, golpeando a siderurgia desenvolvida em São Paulo e as modestas tecelagens de Minas Gerais e do Pará. |
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Ocorre a Inconfidência Mineira, o primeiro movimento pela independência do Brasil, influenciado pelos ideários da Revolução Americana (1776) e da Revolução Francesa (1789). A resposta da Coroa foi a devassa, repressão que condenou à morte e ao degredo os principais líderes do movimento, como Tiradentes que foi enforcado e esquartejado. |
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Quando se encerrou o Século XVIII, a população total brasileira atingia cerca de três milhões de habitantes. Salvador, a cidade mais populosa do Brasil, tinha 50 mil moradores, além dos 15 mil que habitavam em seus subúrbios; a capital, o Rio de Janeiro, tinha atingido 40 mil habitantes; Ouro Preto alcançara 30 mil em meados do século, porém com a decadência do ouro, possuía apenas 20 mil habitantes, seguida de Cuiabá, Belém e São Luiz com 10 mil moradores. |
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Século XIX
O avanço da democracia A rivalidade comercial na Europa foi aumentando, com registro de inúmeras guerras localizadas. Duas delas consolidaram as unificações nacionais da Itália e da Alemanha. O movimento operário se organizou por meio dos sindicatos e dos partidos políticos, conquistando, pacificamente ou não, vários direitos sociais até então negados pelas elites. A Ciência se tornou a principal referência em matéria do conhecimento, desbancando a Filosofia e a Religião, além de começar a influenciar o comportamento cotidiano das pessoas. Independência brasileira O Brasil, recém-libertado de Portugal, apresenta um cenário opressor para a maior parte da sua população, ainda mantida sob o jugo da escravidão. As pressões econômicas e políticas inglesas levaram à criação de leis que amenizaram a situação, como a do Ventre Livre e a dos Sexagenários, o que fortaleceu, entre outros fatores, a organização do movimento abolicionista e republicano, responsável pelo fim da servidão e pela Proclamação da República. |
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A transferência da Corte portuguesa, para fugir das ameaças das Guerras Napoleônicas, trouxe vantagens para a nova Colônia-Reino: a) abriu os portos brasileiros para todas as nações; b) reformou e remodelou a cidade do Rio de Janeiro; c) estimulou a economia regional, diversificando a agricultura no sul e intensificando a produção do charque no Rio Grande do Sul; d) desenvolveu a cultura do algodão, cotado para a indústria têxtil inglesa. |
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O Tratado de Methuen consolida a dependência de Portugal ao imperialismo inglês, com uma série de privilégios para a Inglaterra, provocando protestos de portugueses e brasileiros: os produtos ingleses foram taxados na Alfândega (15%) com valores inferiores aos portugueses (24%); e os moradores ingleses poderiam ser julgados no Brasil de acordo com as leis inglesas e por juízes da Inglaterra. |
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A anexação do Uruguai ao Reino Unido do Brasil, com o nome de Província Cisplatina, correspondeu aos sonhos expansão da monarquia absolutista portuguesa e o medo dos revolucionários "criollos" que promoviam as Guerras de Independência das colônias espanholas. |
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Primeira experiência republicana no Brasil, com a insurreição de Pernambuco pela independência e formação de uma República. Os proprietários de terra, enfraquecidos com a crise do açúcar, aderiram e se uniram aos revolucionários (artesãos e trabalhadores urbanos), que formaram um governo com uma constituição provisória. O movimento foi esmagado e seus líderes enforcados e esquartejados. |
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A Revolução do Porto uniu as classes dominantes, os militares e os revolucionários portugueses, exigindo o fim da monarquia absolutista e a formação de uma Assembléia Constituinte, obrigando D. João VI a voltar para Portugal e deixar no Brasil seu filho D. Pedro, como Príncipe Regente. |
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O Dia do Fico representa a decisão do Príncipe Regente de permanecer no Brasil, desobedecendo as novas leis vindas de Portugal, que extinguia a regência e exigia a volta de D. Pedro. |
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A independência do Brasil marcou o fim do tumultuado conflito entre as tentativas de Portugal para (re)colonizar o Brasil e deixou para depois a resolução dos imensos problemas da nova nação: a crise econômica, a guerra com Portugal, a necessidade de reconhecimento pelas nações estrangeiras e a elaboração da nova Constituição. |
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Após trezentos anos de inexistência de Universidades, e com apenas 3% da população alfabetizada, o Imperador criou, por Lei, duas escolas de Direito nos moldes da Universidade de Coimbra: a de Olinda, para atender à população do Norte, transferida em 1854 para Recife, e a de São Paulo, para atender à demanda do Sul. |
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A opção de D. Pedro pelos conservadores provocou, em Recife, a "Confederação do Equador" que se espalhou por todo o Nordeste. |
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A Inglaterra assinou um tratado com o Império brasileiro em que reconheceu a independência do Brasil, em troca da garantia de continuidade de seus privilégios no Brasil. Portugal também foi favorecido nesse tratado, pois o Brasil se comprometeu a pagar o empréstimo feito pelo governo português a Londres, para combater os nacionalistas brasileiros e indenizar o rei de Portugal pelas propriedades tomadas pela guerra. |
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Entrou em funcionamento o Parlamento previsto pela Constituição de 1824. |
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D. Pedro, após o confronto com os deputados liberais, abdicou em favor de seu filho, de 5 anos de idade, e voltou para a Europa. |
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Inicia-se a Regência com o poder nas mãos dos liberais, que tentaram, com sucesso, o saneamento econômico do Brasil. |
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Ato Adicional, onde os liberais tentaram implantar uma reforma política que diminuísse o centralismo e aumentasse a autonomia do poder local, por meio de eleições em todas as cidades do país, onde saíram vitoriosos os candidatos liberais. |
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O monopólio do poder pelo partido vencedor nas eleições marginalizou a oposição, desencadeando revoltas em várias províncias, das quais as mais conhecidas foram a Revolta dos Cabanos, no Pará, e a Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul. |
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Acirramento da luta contra o tráfico de escravos, resultado do confronto entre o Brasil, econômica e culturalmente assentado na escravidão, e as nações européias, que concretizaram suas revoluções burguesas e industrial e ansiavam por transformar os escravos em seus futuros consumidores. |
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A renúncia de Feijó marcou o término do breve período liberal e descentralizante e dos planos liberais de contenção ao tráfico de escravos e eliminação da sociedade escravista. |
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Para conter a onda conservadora, os liberais lançaram a campanha vitoriosa da maioridade de D. Pedro II que, coroado, formou um Ministério liberal, substituído no ano seguinte por um conservador, inaugurando o costume de troca de Ministérios que vigorou até o fim do Império. |
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Revolução dos liberais que, com os conservadores, se organizaram como partidos políticos. |
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Venceu o tratado que concedia privilégios aos ingleses, na vigência de um Ministério liberal, que aproveitou a oportunidade para aumentar a taxar os produtos ingleses, permitindo sanear as finanças e implantar algumas experiências industriais. |
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A Inglaterra aprovou o Bill Aberdeen, lei que permitia aos navios ingleses atacarem, em águas internacionais, navios brasileiros envolvidos com o tráfico de escravos. Com a intensificação da repressão ao tráfico, os ingleses passaram a atacar os navios nos portos brasileiros. A extinção do tráfico internacional, resultado de um acordo secreto entre os dois governos, não impediu que continuasse, por muitas décadas, o tráfico interno, onde os cafeicultores adquiriram os escravos do Nordeste. |
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A promulgação da Lei de Terras aumentou o poder dos proprietários de terra e donos de escravos com a proibição da posse da terra aos que nela já habitavam, além da expulsão dos índios e posseiros que lá viviam desde os tempos coloniais. |
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A assinatura da Lei Áurea, pela Princesa Isabel, foi o término de um processo para atender os interesses capitalistas da Inglaterra, que pleiteavam a abolição da escravidão no Brasil. |
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É proclamada a República, com o afastamento do Imperador e sem derramamento de sangue. |
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O crescimento acelerado da população brasileira, graças à imigração estrangeira, atingindo 14,3 milhões de habitantes. |
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Incentivo à política de imigração estrangeira, para substituir a mão-de-obra escrava; 184 mil imigrantes chegaram ao Brasil, se dirigindo principalmente ao Estado de São Paulo. |
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A Constituição de 1891 criou um conflito permanente, por concentrar o poder no Presidente e, ao mesmo tempo, permitir uma grande autonomia dos Estados. |
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O massacre do movimento de Canudos pela tropas federais evidenciou o descolamento entre a República e o povo brasileiro. Esse movimento inspirou duas obras primas da literatura latino-americana: "Os Sertões", de Euclides da Cunha e "A Guerra do Fim do Mundo", de Mario Vargas Llosa. |
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Afonso Pena, Presidente da província de Minas Gerais, inaugura a cidade de Belo Horizonte, com projeto Aarão Reis, nos moldes do urbanismo republicano. |
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Século XX
Revoluções por minuto A história do século pode ser entendida como a de um conflito entre a democracia liberal e a ditadura totalitária. No Brasil, a Revolução de 30 instaurou um novo modelo de desenvolvimento industrial e urbano, abrindo a chamada Era Vargas, caracterizada pelo populismo, nacionalismo, trabalhismo e forte incentivo à industrialização. O País viveu vinte anos sob o regime militar e foi regido por seis constituições. Êxodo e transformação No Brasil, o Século XX foi um período de transformação. O País passou por um dos mais velozes processos de urbanização da história moderna. Em 1950, a zona rural abrigava quase 70% dos habitantes. Hoje, possui pouco mais de 20%. Esse êxodo rural acelerado, que perdurou até o início dos anos 1990, foi quase estancado a partir de 1995. O País registrou uma das mais altas taxas de crescimento do planeta. Entre 1901 e 2000, a população passou de 17,4 milhões para 169,6 milhões; o Produto Interno Bruto se multiplicou por cem; e a expectativa de vida saltou de 33,4 anos em 1910 para 64,8 anos no final do século. Continuamos, porém, com o desafio de promover uma distribuição de renda mais justa, reduzindo a pobreza e a exclusão social. |
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Período conhecido como "República Velha", caracterizado pela chamada política do café com leite, pela alternância no poder de representantes de Minas ou São Paulo. Priorizou o modelo agrário exportador e uma política contra a industrialização. |
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A Revolta da Vacina, movimento popular contra a vacinação compulsória, teve como antecedentes a remodelação da cidade do Rio de Janeiro, onde o Prefeito Pereira Passos expulsou os pobres que viviam no centro colonial, substituído pela moderna Avenida Central, inspirada no modelo aplicado em Paris pelo Barão de Hausmann. |
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Crise e esgotamento da "República Velha", governada por uma elite agrária, quando a indústria sinalizava o novo dinamismo da economia e da sociedade. Neste período foram deflagradas as primeiras greves operárias, de ideário anarquista, duramente reprimidas pelo governo federal, que tratava a questão social como "caso de polícia". |
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Consolidação do Tenentismo, movimento que refletia a insatisfação dos militares e o desejo de participação das camadas médias. |
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Realizada a Semana de Arte Moderna, em fevereiro, onde escritores e artistas brasileiros propõem a destruição da cultura europeizante e passadista. |
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A Revolução de 30 instaurou no Brasil um novo modelo de desenvolvimento industrial e urbano. A adoção desse modelo foi estimulada pelos efeitos, no Brasil, do crash de 1929, que derrubou os preços do café e de outros produtos brasileiros para exportação. |
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Período do governo autoritário e centralizado do Presidente Getúlio Vargas, caracterizado pelo populismo, nacionalismo, trabalhismo e forte incentivo à industrialização. |
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O "Estado Novo" institucionalizou, de fato, o regime ditatorial, vigente desde 1930. A Constituição de 1937, inspirada no fascismo italiano, a "polaca", foi elaborada para ser uma Carta "livre das peias do democracia liberal", nas palavras do responsável por sua elaboração, o Ministro da Justiça Francisco Campos. |
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Urbanização das grandes capitais do Sudeste brasileiro, decorrente da industrialização e das migrações rurais urbanas. |
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O torpedeamento de cinco navios mercantes brasileiros e as fortes pressões populares obrigaram o governo brasileiro a se aliar aos Estados Unidos; foram organizadas as Forças Expedicionárias Brasileiras (FEB), que enviaram soldados para combater ao lado dos aliados. |
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Com a onda democratizante do pós-guerra, Getúlio Vargas organizou os partidos por decreto e sob forte controle; os dois maiores partidos, o Partido Social Democrata (PSD) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), articularam uma aliança nacional que durou quinze anos. |
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Nas primeiras eleições após a guerra, foi eleito presidente Eurico Gaspar Dutra, pelo PDS. |
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Instalada a Assembléia Nacional Constituinte, responsável pela elaboração de uma nova Constituição. Os direitos individuais foram restabelecidos, aboliu a pena de morte, devolveu a autonomia de Estados e Municípios com independência dos três poderes – Legislativo, Judiciário e Executivo. Estabeleceu, também, as eleições diretas para Presidente, com mandato de cinco anos. |
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Sob fortes pressões da Guerra Fria, o Brasil decretou a ilegalidade do Partido Comunista Brasileiro (PCB), cassou parlamentares desse partido, fechou a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), interveio em centenas de sindicatos e rompeu relações diplomáticas com a União Soviética. |
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Getúlio Vargas, eleito Presidente pelo PTB, deu continuidade a uma política nacionalista, populista e pró-industrialização: enviou ao Congresso o projeto para a criação da Petrobras; flexibilizou as relações sindicais, permitindo a "Greve dos 300 mil"; criou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE) e limitou em 10% a remessa de lucros para o exterior. |
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