Colégio Militar de Fortaleza
Turma 02
Trabalho interdisciplinar
Conhecendo um engenho
Equipe:
David de Alencar n°578
Caio Cipriano n°404
Lucas Aquino n°028
Yuri Jerônimo n°324
Isabela Gomes n°702
Rodrigo Marinho
Introdução do trabalho Conhecendo um engenho
Para fazermos este relatório é necessário descrevermos o ciclo da cana-de-açúcar e a importância dos engenhos no Brasil, principalmente no período colonial.
No Brasil pode se dizer que a cana-de-açúcar deu sustentação ao seu processo de colonização, tendo side a razão de sua prosperidade nos dois primeiros séculus.
A cana-de-açúcar foi implantada no Brasil no ano de 1531 por Martim Afonso de Souza, trazida das Ilhas Canárias.
Todos os historiadodes concordam que fois na Capitânia de Pernambuco, pertencente a Duarte Coelho, onde se implantou e floresceu o primeiro centro açucareiro do Brasil, motivado por três aspectos importantes: a habilidade e eficiência do donatário, a terra e o clima favorável à cultura da cana, e a situação geográfica de localização mais próxima da Europa em relação à região de São Vicente (São Paulo), outro centro que se destacou como iniciador de produção de açúcar do Brasil colonial.
A fabricação de açúcar no Ceará não foi bem sucedida, começou em 1622, mas logo os plantadores de cana passaram a fabricar aguardente. O Nordeste como um todo se transformou no grande cultivador da cana-de-açúcar e também fez do Brasil o maior exportador de açúcar.
Por volta de 1535 surgiram os grandes “coronéis”, os senhores de engenhos, proprietários de grandes extensões de terras e de muitos escravos, inclusive, era a mão-de-obra utilizada a época.
Naquele período colonial, tudo era muito difícil e rudimentar, os engenhos com suas grandes e pesadas moendas eram puxados através da mão-de-obra escrava, após a libertação dos escravos, passou a ser utilizado animais bovinos para exercer a função antes desempenhada por seres humanos.
Hoje em día, graças à technologia os engenhos funcionam através de máquinas feitas de ferro fundido o que facilita o aumento da produção.
Os grandes plantadores de cana se dedicam mais à produção de açúcar, aguardente e álcool, aliás, o programa do governo, o chamado pro-álcool, é a fonte principal da riqueza dos grandes canavais, principalmente na região de Pernambuco e de Alagoas.
Faz-se necessário falar sobre os inúmeros engenhos existentes no Ceará, principalmente na região do Cariri, inclusive alguns ainda puxados por caros de boi, estes funcionam basicamente como atração turística.
Bom agora após este breve histórico sobre a cana de açúcar no Nordeste, passaremos ao relatório da viagem à Fazenda Aurora na cidade de Pacatuba, onde tentaremos demonstrar através de fotos, entrevistas e pesquisa de campo as condições de uma fazenda ligada à plantação da cana-de-açúcar e suas atividades de engenho.
Esclarecemos que algumas fotos a seguir anexadas, embora não sega da fazenda visitada, se faz necessário, pois demonstram com muita exatidão as atividades dentro de um engenho. As mencionadas fotos foram doadas pelo pesquisador francês Gilles Chertier, que nos presentou com essa rica fonte de informação, em total demonstração de interesse pela nossa gente e pela educação.
Relatório da viagem à Fazenda Aurora na cidade de Pacatuba
Durante a viagem, a expectativa era grande, já imaginávamos ver grandes engenos iguais aos da época colonial e também os grandes canaviais onde devería haver cana até onde a vista alcançasse.
No ônibus estávamos felizes, ouvimos histórias dos grandes senhores de engenhos, cantamos, contamos piadas, nos divertimos muito.

Foto da equipe no ônibus a caminho da Fazenda Aurora na cidade de Pacatuba
A chegada foi só sorpresa, principalmente porque a paisagem era muito bela, havía muitas plantas e animais o que dava um toque natural àquela vida do campo.
Logo que tivemos oportunidade de explorar o ambiente, nos reunimos para registrar nosso início de trabalho e de prancheta na mão partimos em campo em busca de informações e algo que pudesse enriquecer o nosso trabalho interdisciplinar.

Foto da equipe na Fazenda aurora (visão da vacaria e parte da casa dos colonos)
Complementando a idéia de vida na Fazenda, juntamos a foto do Engenho Bari – Fazenda escoal, na qual podemos observar o trabalho do homem do campo, principalmente aquele realizado com cana-de-açúcar.

Foto – vista do Engenho Bari – Fazenda Escola (foto doada por Gilles Chertier, autor do site)
Assim que chegamos na Fazenda Aurora, fomos convidados a ir de charrete puxada por cavalos bonitos e bem tratados, até um galpão, onde tivemos a oportunidade de ver a extração do caldo de cana-de-açúcar (também chamado de garapa), saboreamos aquela delícia de caldo que mais parecía um suco natural, pois foi feito na hora.

Foto do colono da Fazenda Aurora realizando a extração do caldo de cana
Enquanto bebíamos o caldo de cana-de-açúcar, nos foi explicado pelos colonos que o processo da cachaça se dava da seguinte forma: a cana era moída, descía por um cano e ía para a dorna, ficava fermentando durante horas; em seguida, era colocada normalmente no alambique onde o caldo fervía.
Com isso o seu vapor subía e passava por um tipo de serpentina e aí, estava pronta a cachaça.

Foto da extração do caldo de cana-de-açúcar (Fazenda Escola – Engenho Bari, colaboração de Glles Chertier)
Na conversa com os colonos da fazenda, ainda ficamos sabendo que a cachaça na época tinha muitos apelidos e fizemos anotações de alguns deles, tais como: engorda marido, Maria-mole, doida-doidinha, consola corno, a preferida e Cosmo e Damião (lembrando que esses são somente alguns dos mais seiscentos apelidos para a cachaça).
Seguindo o passeio cultural fomos a pé até uma pequena plantação de cana, não conseguimos captar bem na fotografía, ma foi uma bela visão. Naquele momento pensamos no trabalho difícil do corte da cana, o que nos fez transportar para época colonial e imaginamos os grandes canaviais e o vai e vem dos escravos que trabalhavam sob as ordens e o chicote do seu dono. No íntimo de cada um de nós ecoou um grito de alívio por tais práticas desumana com nossos irmão Africanos terem chegado ao fim.
Foto da plantação de cana na Fazenda Aurora (plantação nova)
Depois de reviver a nossa própria história através do convívio com o homem do campo, a equipe se reuniú para discutir as informações alí colhidas, inclusive, acrescentando outras que foram buscadas no site do Engenho Bari e no Museu da Cachaça em Maranguape, onde tivemos oportunidade de ver toda a história do nascimento da cachaça. Após muita troca de conhecimento ficamos a imaginar como sería viver naqueles tempos antigos dos engenhos.
Aí já que toda a equipe estava feliz e cheia de informações, voltamos a case sede e passamos a desfrutar a parte descontraída da viagem, com brincadeiras, jogos e tantas outra diversões.

Foto do Engenho Bari e processamento da rapadura
A hora do almoço chegou, saboreamos uma gostosa comida caseira, com sabor de comida feita no fogão a lenha. Todas as crianças comíam com gosto e vontade de quem dizía – se pudesse, comería mais.
Na fazenda tudo é permitido, aí logo após o almoço não perdemos tempos e fizemos uma boa cavalgada. Os cavalos, acreditamos que sabíam que éramos da cidade, pois não corríam. Andavam ou troteavam bem devagar, o que permitiú a todos nós montar sem risco de levar um tombo.
O passeio a cavalo foi o ponto alto da descontração. Mas antes do término da nossa viagem cultural e educativa tivemos oportunidade de na hora do lanche conversar e avaliar as novas descobertas, porém, como tudo que é bom dura pouco, a viagem acabou.
Retornamos a Fortaleza cheio de bagagem histórica, assunto para mais de um relatório.
Conclusão
De todo o material pesquisado, leitura do livro Do Campo à Mesa, a viagem à Fazenda Aurora, pesquisa na Internet, site Aquiceará, visita ao Museu da Cachaça em Maranguape e a colaboração fabulosa do pesquisador francês Gilles Chertier nos deu uma grande visão do tema Engenho e o cultivo da cana-de-açúcar.
Podemos afirmar que os grandes plantadores de cana-de-açúcar direcionaram a sua produção, para a exportação do açúcar. Gerando inúmeros empregos, transformando o açúcar num dos principais produtos da pauta de exportação brasileira.
Também a cachaça é um grande produto de exportação e tem grande mercado interno.
Já as pequenas lavouras de cana-de-açúcar servem quase que apenas para a subsistência dos proprietários, produzem basicamente rapadura, mel, caldo-de-cana, etc.
Através da colaboração enviada pelo pesquisador Gilles Chertier, criador do site Aquiceará, nos foi possível uma maior visão em relação ao funcionamento dos engenhos de cana-de-açúcar. O valor do material enviado além de realmente ser rico em áudio e vídeo nos transmitiú a obrigação de pesquisar mais sobre a nossa história e sobre os nossos valores culturais, costumes e modo de sobreviver da nossa gente, pois os pesquisador referido é um cidadão Francês e sabía mais sobre o nosso Ceará do que muitos Cearenses. Foi aí que nossa responsabilidade aumentou e a pesquisa se desenvolveu com orgulho e entusiasmo.
A equipe em forma de gratidão decidiú em conjunto intercalar nosso material da viagem à Fazenda Aurora com as fotos enviadas por Sr. Gilles Chertier, pois acreditamos que assim nossos colegas ao ter acesso ao nosso trabalho poderão ter uma idéia melhor dos derivados da cana-de-açúcar e funcionamento de um engenho.
O tema aqui relatado - Conhecer um engenho – será apresentado em vídeo, exposição fotográfica e complementado com uma saborosa degustação dos derivados da cana-de-açúcar, necessitando para tanto do espaço adaquado.
Finalmente foi uma feliz idéia do CMF em realizar este tipo de trabalho, nossa equipe pesquisou e aprendeu muito sobre a história do Brasil colonial e, ainda saboreou quase todos os derivados da cana-de-açúcar, com exceção à cachaça, que fica para os adultos, que segundo dizem é o mesmo que saborear um whisky, mas isso é conversa para gente grande... |